| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Florisuginae |
| Bonaparte, 1853 | |
| Espécie: | F. mellivora |
O beija-flor-azul-de-rabo-branco é conhecido também como beija-flor-branco.
Seu nome científico significa: do (latim) flos, floris = flor; e suga = sugere sugar; florisuga = aquele que suga flores; e do (latim) mel = mel; e vorus, vorare = devorador, devorar; mellivora, mellivorus = aquele que devora mel. - Ave devoradora de mel que suga flores.
Mede 11 – 12 cm, macho pesando 7,4 g e a fêmea 6,5 g. Dimorfismo sexual acentuado. Macho com a cabeça, pescoço e peito azul cintilante metálico com uma grande mancha nucal branca, dorso verde brilhante, barriga e retrizes brancas com as pontas pretas, bico e pés pretos. Fêmea com as partes superiores verdes-amarronzadas-metálicas, partes inferiores com a garganta e peito escuros, escamados de branco e barriga branca pintada de verde e cauda com retrizes verdes, margeadas de preto e branco. O macho imaturo tem uma faixa cor de canela ao lado da garganta.
Possui duas subespécies:
Alimenta-se principalmente do néctar das flores, mas come também pequenos insetos voadores, fazendo voos curtos a partir de seu poleiro e capturando sua presa no ar ou pairando em frente a um enxame e pegando um por um. Captura insetos que busca na copa das árvores ou sobre rios. Também pode arrancar sua presa posicionada em folhas e ramos.
Na época da reprodução, no início da estação chuvosa, os machos geralmente realizam voos acrobáticos e lutam entre si no dossel da floresta. Com a fêmea posicionada em um poleiro, o macho alça voo e paira de repente no ar e abrindo sua cauda desce lentamente, exibindo sua cauda em toda sua glória para a fêmea. Tais exibições são feitas em alturas consideráveis. O ninho é feito pela fêmea no sub-bosque a uma altura de 1 a 3 metros do solo. Seu ninho é uma tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa atapetada com fragmentos de folhas, liquens, musgos, etc., colados firmemente com teias de aranhas. O ninho é posto sobre o dorso de uma folha larga e grossa horizontal, que é protegido por outra folha. A fêmea põe de 1 a 3, mas geralmente 2 ovos brancos. Os filhotes deixam o ninho após 16 a 19 dias.
Varia de incomum a localmente comum. Vive em florestas úmidas, matas secundárias e matas de transição, frequentemente nas copas e no subdossel, bordas de florestas, clareiras, embora possa ser encontrado em áreas de cultura como plantações de cacau e café, sendo mais comum do nível do mar até uma altitude de 900 metros. Encontrado geralmente solitário, embora ocasionalmente se reúnam em pequenos grupos em torno de árvores floridas.
R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Toda a Amazônia brasileira. Ocorre do México à Amazônia, à Bolívia, Mato Grosso e Maranhão, sendo um dos beija-flores de distribuição mais ampla.